Olha, amigo, essa é uma pergunta que todo caminhoneiro faz. O turbo do Volvo FH-420 2016, se bem cuidado, pode durar entre 300.000 e 500.000 km, mas já vi casos de passar de 600.000 km sem problemas. O segredo não é só a sorte, mas sim a manutenção preventiva e o jeito de dirigir.
O principal inimigo do turbo é a falta de lubrificação. O motor precisa de óleo de boa qualidade, na viscosidade certa (geralmente 15W-40 para esse motor D13C), e trocado dentro do prazo. Se o óleo estiver velho ou o nível baixar, o turbo pode sofrer com folga no eixo e até fundir. Outro ponto crítico é o filtro de ar: se estiver sujo, o turbo aspira partículas que desgastam as pás do compressor.
No dia a dia, evite acelerar fundo logo após ligar o motor frio. Espere uns 30 segundos para o óleo circular. E, antes de desligar, deixe o motor em marcha lenta por 1 ou 2 minutos, especialmente depois de uma subida pesada. Isso evita que o turbo pare de girar sem lubrificação, o que queima os mancais.
Se você notar fumaça preta ou azulada, perda de potência, ruído de apito diferente ou óleo vazando na carcaça do turbo, é sinal de que algo não vai bem. Nesse caso, procure um mecânico de confiança. Não espere o turbo quebrar de vez, porque aí o reparo sai bem mais caro e pode até danificar o motor.
Resumindo: com trocas de óleo corretas, filtros de ar em dia e uma direção consciente, o turbo do FH-420 aguenta muitos anos de estrada. Mas lembre-se: cada caminhão tem seu histórico, e a manutenção preventiva é o melhor investimento.