A principal diferença está no local onde o combustível é pulverizado. Na injeção indireta, que foi o sistema mais comum por décadas no Brasil, o combustível é injetado no coletor de admissão, antes da válvula de admissão. É como se você jogasse o combustível na entrada do cilindro, onde ele se mistura com o ar e depois essa mistura entra na câmara de combustão. Esse sistema é mais simples, mais barato de produzir e menos sensível à qualidade do combustível, mas tem eficiência menor.
Já na injeção direta, o combustível é injetado diretamente dentro da câmara de combustão, sob pressão muito alta. Imagine que em vez de jogar o combustível na entrada, você o pulveriza exatamente no lugar onde vai acontecer a queima. Isso permite um controle mais preciso, maior eficiência térmica e mais potência com menos combustível, mas exige componentes mais caros e sofisticados.
No dia a dia, você sente diferença principalmente no consumo e na resposta do motor. Carros com injeção direta costumam ser mais econômicos e ter melhor desempenho, especialmente em baixas rotações. Porém, eles são mais sensíveis à qualidade do combustível e podem apresentar mais formação de carbonização nas válvulas de admissão, um problema comum que exige limpeza periódica.
Para o motorista brasileiro, a escolha entre os sistemas afeta também a manutenção. Motores com injeção direta geralmente exigem óleo lubrificante de especificação mais alta e combustível de melhor qualidade para evitar problemas. Se você notar perda de potência, aumento de consumo ou marcha lenta irregular em um carro com injeção direta, é recomendável procurar um mecânico especializado para diagnóstico.