A principal diferença está na forma como cada um troca as marchas. O câmbio automático convencional tem engrenagens fixas (geralmente 6 a 10 marchas) que mudam de uma para outra através de embreagens e conversor de torque. Você sente aquela 'trancada' suave quando o carro muda de marcha, como se fosse um degrau. É como subir uma escada - cada degrau é uma marcha diferente.
Já o CVT (Transmissão Continuamente Variável) não tem marchas fixas. Ele usa um sistema de polias e uma correia especial que varia continuamente o diâmetro, criando infinitas relações de marcha. É como subir uma rampa suave - não tem degraus, a transição é contínua. Por isso o motor mantém uma rotação mais constante, especialmente em subidas e acelerações.
Na prática, o CVT costuma ser mais econômico no consumo de combustível em trânsito urbano, pois mantém o motor na faixa de rotação mais eficiente. Já o automático convencional geralmente responde melhor em ultrapassagens e tem sensação mais 'sólida' para quem gosta de dirigir. O CVT pode causar estranheza no início porque o motor fica 'cantando' em uma rotação constante enquanto o carro acelera.
Ambos exigem manutenção preventiva rigorosa. O CVT é mais sensível à troca do fluido específico no prazo correto, enquanto o automático convencional pode apresentar problemas nas embreagens internas com o tempo. Para qualquer barulho estranho, trepidação ou patinação nas marchas, procure imediatamente um mecânico especializado em câmbios.