A principal diferença entre o ar-condicionado manual e o digital está no sistema de controle da temperatura e da ventilação. No manual, você gira um botão ou desliza uma alavanca para escolher a intensidade do vento e a temperatura, que geralmente é regulada por uma mistura de ar quente e frio. É como um chuveiro elétrico antigo: você vai ajustando até achar o ponto certo. Já o digital tem um termostato que mantém a temperatura exata que você programou, ligando e desligando o compressor automaticamente para economizar combustível e evitar aquela sensação de 'forno' ou 'geladeira'.
No dia a dia, o ar digital é mais confortável porque você programa uma temperatura (como 22°C) e o sistema trabalha sozinho para mantê-la, independente do calor ou frio lá fora. Já o manual exige que você fique ajustando conforme o carro esquenta ou esfria. É a diferença entre um micro-ondas com timer digital e um com botão giratório: os dois aquecem, mas um é mais preciso.
Na manutenção, o sistema de refrigeração em si (compressor, gás, condensador) é igual nos dois tipos. A diferença está apenas nos controles e na eletrônica. O digital pode dar mais 'dor de cabeça' se queimar a placa de controle ou o sensor de temperatura, enquanto o manual é mais simples e barato de consertar. Mas em compensação, o digital costuma economizar mais combustível porque desliga o compressor quando atinge a temperatura programada.
Se você está pensando em comprar um carro usado, o ar digital é um item de conforto que valoriza o veículo, mas verifique se funciona perfeitamente. O conserto pode ser caro. Já o manual é mais 'pé no chão' e dificilmente dá problema nos controles. Para quem busca praticidade e não se importa em ajustar de vez em quando, o manual atende bem. Agora, se você viaja muito e quer conforto constante, o digital é superior.