Essa é uma dúvida clássica que vem dos tempos dos carros com carburador, mas que mudou bastante com a tecnologia moderna. Nos carros mais antigos, principalmente os fabricados até os anos 90, era realmente necessário deixar o motor 'esquentando' por alguns minutos antes de sair, porque o sistema de alimentação (carburador) não conseguia dosar bem a mistura de combustível e ar quando estava frio, fazendo o carro engasgar ou morrer.
Hoje em dia, com a injeção eletrônica que equipa praticamente todos os carros desde os anos 2000, essa necessidade praticamente desapareceu. O computador do carro (a central eletrônica) ajusta automaticamente a mistura ar-combustível para a temperatura do motor, independente se está frio ou quente. Por isso, você pode ligar o carro e sair dirigindo suavemente após alguns segundos, tempo suficiente para o óleo circular pelo motor.
O que realmente importa é evitar exigências extremas do motor enquanto ele ainda está frio. Nos primeiros 5 a 10 minutos de uso, evite acelerações bruscas, altas rotações (passar de 3.000 rpm) e subidas muito íngremes em alta carga. Dirija com suavidade, como se estivesse 'aquecendo' o carro em movimento. Isso permite que todos os componentes - motor, câmbio, diferencial - atinjam sua temperatura ideal de trabalho de forma gradual e uniforme.
Em dias muito frios, especialmente no sul do Brasil onde as temperaturas podem cair bastante, você pode notar que o motor fica um pouco mais 'bruto' nos primeiros instantes e o aquecimento interno do carro demora mais. Mesmo assim, a recomendação é a mesma: ligue, espere uns 30 segundos para o óleo circular (tempo de colocar o cinto, ajustar o rádio) e saia dirigindo com leveza. Deixar o carro parado no ponto neutro por longos períodos só gasta combustível à toa, aumenta a poluição e pode até causar acúmulo de resíduos no motor a longo prazo.