Olha, amigo, vou ser bem direto: sim, é relativamente normal que o motor 2.4 16V do Kia Sorento 2005 consuma um pouco de óleo, principalmente se o carro já tem muitos quilômetros rodados. Esse motor, que é o mesmo usado em alguns modelos da Hyundai, tem fama de ser robusto, mas com o tempo os anéis de pistão e as guias de válvula vão desgastando, e aí o óleo começa a passar para a câmara de combustão ou vazar por retentores. Não é um defeito grave, mas merece atenção.
Para você ter uma ideia, uma média considerada aceitável para motores dessa idade é de até 1 litro de óleo a cada 1.000 ou 2.000 km, dependendo do estado do motor. Se o consumo for maior que isso, ou se você perceber fumaça azulada saindo do escapamento (principalmente na aceleração ou na desaceleração), aí já é sinal de que algo está mais desgastado. Também vale ficar de olho em vazamentos visíveis, que podem ser de retentores do virabrequim ou junta do cabeçote.
Uma dica prática: sempre verifique o nível do óleo no mínimo a cada 15 dias, ou antes de viagens longas. Use o óleo recomendado pela montadora (geralmente 5W30 ou 10W40 semissintético, mas confira no manual). Se o consumo aumentar de repente, pode ser problema de válvula PCV entupida – uma peça barata que regula a pressão do cárter e, quando falha, faz o motor 'beber' óleo. Leve em um mecânico de confiança para avaliar.
Outro ponto: o Sorento 2005 é um carro pesado e com tração 4x2, o que exige mais do motor em subidas e ultrapassagens. Isso acelera o desgaste natural. Se você usa o carro na cidade, com muito para-e-anda, o consumo de óleo tende a ser maior do que em estrada. Não se desespere, mas mantenha a manutenção em dia e complete o nível sempre que necessário.
Por fim, se o consumo estiver dentro do razoável e o motor não apresentar barulhos estranhos ou perda de potência, pode ficar tranquilo. Mas se você precisar adicionar mais de 1 litro a cada 500 km, ou se o óleo estiver saindo pelo escapamento como fumaça densa, é hora de procurar um mecânico especializado em motores para uma avaliação mais profunda – pode ser necessário retificar o motor.