Olha, amigo, vamos direto ao ponto: um certo consumo de óleo pode ser considerado normal em motores mais antigos como o seu, mas é preciso ficar atento aos limites. O motor 1.6 16V dessa época, conhecido como motor 'Fire' ou 'Flex', é robusto, mas com mais de 20 anos de uso, é comum que algumas peças internas, como anéis de pistão e guias de válvula, apresentem desgaste natural. Isso pode permitir que uma pequena quantidade de óleo seja queimada junto com a mistura ar-combustível, principalmente em viagens longas ou quando você exige mais do motor, como em subidas.
O que não é normal é um consumo excessivo. Uma boa referência é verificar se você precisa completar mais de 1 litro de óleo a cada 1.000 km rodados. Se for esse o caso, já é um sinal de alerta. Outros sinais práticos são fumaça azulada saindo do escapamento (principalmente ao acelerar forte ou ao dar partida com o motor frio) e um cheiro forte de óleo queimado. No dia a dia, fique de olho no nível da vareta de óleo: verifique sempre com o carro em local plano e o motor frio.
As causas mais comuns para um consumo alto nesse modelo são: desgaste dos anéis de pistão (que deixam passar óleo para a câmara de combustão), desgaste das guias e retentores de válvulas (que permitem o óleo escorrer para dentro dos cilindros) ou até mesmo vazamentos externos, como na tampa de válvulas, junta do cárter ou selos do virabrequim. Um vazamento você consegue identificar manchas de óleo no chão da garagem ou partes do motor sempre sujas e oleosas.
Se você notar um consumo acima do que consideramos aceitável, é fundamental procurar um mecânico de confiança para uma avaliação detalhada. Ele pode fazer um teste de compressão nos cilindros para verificar a saúde dos anéis e das válvulas. Deixar o problema se agravar pode levar a um consumo ainda maior, perda de potência do motor e, em casos extremos, até a uma pane mais séria. Lembre-se: usar o óleo com a viscosidade correta (recomendada no manual) e fazer as trocas no prazo certo ajuda a prolongar a vida do motor.