A troca do líquido de arrefecimento, também conhecido como aditivo, é uma das manutenções preventivas mais importantes para a saúde do motor. A maioria dos fabricantes recomenda uma troca a cada 2 anos ou a cada 40.000 a 50.000 quilômetros rodados, o que acontecer primeiro. No entanto, essa regra pode variar: alguns aditivos modernos, chamados de orgânicos ou de longa vida, podem ter intervalos maiores, como a cada 5 anos ou 100.000 km. A primeira coisa que você deve fazer é consultar o manual do proprietário do seu carro, pois lá estará a recomendação específica do fabricante para o seu modelo.
O grande perigo de adiar essa troca é que o líquido perde suas propriedades anticorrosivas e antiferruginosas com o tempo. Isso significa que ele para de proteger o interior do sistema de arrefecimento, que inclui o radiador, a bomba d'água, o cabeçote e o bloco do motor. A corrosão pode criar vazamentos, entupir pequenos canais e, no pior cenário, levar ao superaquecimento do motor, uma das causas mais comuns e caras de quebra.
Além do tempo, fique atento aos sinais. Se o líquido estiver com uma cor marrom escura ou preta, em vez da cor original (que pode ser verde, vermelha, azul ou amarela), é um forte indício de que está velho e contaminado. Outro sinal é se o carro começa a esquentar mais do que o normal, mesmo com o nível do líquido correto. Nessas situações, não espere pelo prazo programado – procure um mecânico imediatamente para uma avaliação.
Lembre-se que não se trata apenas de completar o nível no reservatório. A troca completa envolve drenar o sistema antigo, fazer uma limpeza (flush) para remover resíduos e só então colocar o líquido novo e na concentração correta (a mistura com água desmineralizada). Usar o tipo errado de aditivo ou água da torneira pode causar danos. Por isso, e pela necessidade de sangrar o sistema para retirar bolhas de ar, essa é uma tarefa que recomendo fortemente que seja feita por um profissional de confiança.