Em carros com kit GNV, a troca das velas precisa ser mais frequente do que em veículos que rodam apenas com gasolina. Isso acontece porque o gás natural queima em temperatura mais alta, desgastando mais rapidamente os eletrodos das velas. Enquanto num carro comum a recomendação pode ser a cada 30.000 a 45.000 km, no GNV esse intervalo cai para cerca de 15.000 a 20.000 km, dependendo do tipo de vela e do uso do veículo.
O primeiro sinal de que as velas estão pedindo troca é a perda de desempenho - o carro fica 'preguiçoso', com falhas na aceleração e aumento no consumo de combustível. Em casos mais avançados, você pode sentir trepidações no motor em marcha lenta ou dificuldade na partida, especialmente quando o motor está frio. Esses sintomas são ainda mais evidentes no GNV porque o sistema é mais sensível à qualidade da faísca.
Existem velas específicas para GNV, geralmente com eletrodo de irídio ou platina, que aguentam melhor as altas temperaturas da combustão do gás. Vale a pena investir nessas velas de melhor qualidade, pois elas duram mais e mantêm a eficiência da queima por mais tempo. Não adianta economizar na vela barata e depois gastar mais com consumo elevado ou até com danos ao conversor do kit.
O ideal é seguir as recomendações do instalador do kit GNV e do manual do proprietário, mas também observar o comportamento do carro. Se você faz muitos trajetos curtos na cidade, o desgaste pode ser maior. Sempre que for trocar as velas, peça para o mecânico verificar também os cabos de vela e a bobina, pois no GNV esses componentes também trabalham sob maior estresse.
Quando notar qualquer sintoma de desgaste, procure um mecânico especializado em GNV para fazer a troca completa do jogo de velas. Nunca troque apenas uma ou duas - sempre troque todas juntas para manter o equilíbrio do motor. E atenção: velas muito desgastadas podem causar o retorno da chama (backfire), que é perigoso e pode danificar seriamente o sistema de admissão e o conversor do kit GNV.