A correia dentada é um dos itens mais críticos da manutenção preventiva. Ela sincroniza o movimento do virabrequim com o comando de válvulas, garantindo que as válvulas abram e fechem no momento exato. Se ela arrebenta durante o funcionamento do motor, pode causar um estrago enorme, com válvulas batendo nos pistões e danificando cabeçotes, resultando em um conserto caríssimo.
O intervalo de troca varia muito conforme o fabricante do veículo e o modelo específico. Geralmente, a recomendação fica entre 60.000 km e 100.000 km, mas o mais importante é sempre seguir o que diz o manual do proprietário do seu carro. Alguns carros mais antigos ou com motores específicos podem ter intervalos menores, como 40.000 km. Nunca invente um prazo, consulte o manual.
Além da quilometragem, o tempo também é um fator. Mesmo que você rode pouco, a correia é de borracha e pode ressecar, rachar ou perder a flexibilidade com o passar dos anos. Uma regra comum é trocar a cada 4 ou 5 anos, independente da quilometragem atingida. Se você comprou um carro usado e não tem certeza da última troca, a recomendação é imediata: leve para um mecânico de confiança para fazer a substituição e evitar uma dor de cabeça.
Durante a troca da correia dentada, é altamente recomendável substituir também os componentes do kit, como os tensionadores e polias. Eles sofrem desgaste junto e, se falharem, podem danificar a correia nova. É um serviço que deve ser feito por um profissional qualificado, pois o alinhamento preciso é crucial. Não é um serviço para economizar, pois o risco de prejuízo é muito alto.