Sim, carro com câmbio automático precisa trocar o fluido da transmissão, e essa é uma das manutenções mais importantes que muitos proprietários esquecem. O fluido do câmbio automático não é eterno: ele lubrifica, refrigera e transmite a força hidráulica dentro da caixa. Com o tempo, ele perde suas propriedades, fica contaminado por resíduos de desgaste e pode até superaquecer, especialmente no trânsito pesado das grandes cidades brasileiras.
A maioria dos fabricantes recomenda a troca em intervalos específicos, que variam bastante. Alguns falam em 60 mil km, outros em 100 mil km, e há até os que dizem ser 'vitalício' (mas isso é controverso). O ideal é você consultar o manual do proprietário do seu carro. Se não tiver o manual, um mecânico de confiança pode te orientar baseado no modelo, ano e nas condições de uso do veículo.
Ignorar essa troca é pedir para ter dor de cabeça. Um fluido velho e degradado pode causar trocas de marcha bruscas, 'trancos', perda de desempenho e, no pior caso, levar a um desgaste interno severo e uma reparação do câmbio que custa uma pequena fortuna. É uma manutenção preventiva que custa muito menos do que um conserto.
Para a troca, existem basicamente dois métodos: a troca simples (onde se drena e repõe parte do fluido) e a troca com máquina de troca contínua (que renova quase 100% do fluido). Em carros mais antigos ou com muito km, é crucial procurar um mecânico especializado para avaliar qual método é mais seguro, pois uma troca muito agressiva em um câmbio já com desgaste pode causar problemas. Nunca faça isso por conta própria se não tiver experiência.