Sim, carro automático precisa sim de troca do fluido de câmbio, e essa é uma das manutenções mais importantes para a longevidade do seu câmbio. Muita gente acha que o fluido do câmbio automático dura a vida toda do carro, mas isso é um mito perigoso. O fluido, também chamado de óleo do câmbio, vai perdendo suas propriedades com o tempo e o uso, especialmente no nosso trânsito brasileiro, com muito anda e para, calor e tráfego pesado.
O fluido do câmbio automático tem várias funções: lubrificar as engrenagens internas, transmitir a força hidráulica para trocar as marchas e também ajudar no resfriamento do sistema. Com o tempo, ele oxida, contamina com partículas de desgaste e perde a viscosidade. Se ficar velho, pode causar trocas de marcha bruscas, patinação (o motor gira mas o carro não responde), superaquecimento e, no pior caso, uma quebra total do câmbio, cujo conserto é extremamente caro.
A periodicidade ideal varia muito de fabricante para fabricante e do tipo de uso do veículo. Alguns manuais recomendam a cada 60 mil km, outros a cada 80 mil km ou em intervalos de tempo (como a cada 4 anos). Para quem roda muito em cidade, faz viagens curtas ou usa o carro para trabalho (como Uber ou entregas), esse intervalo deve ser reduzido. A melhor fonte é sempre o manual do proprietário do seu carro específico.
A troca deve ser feita por um mecânico especializado em câmbios automáticos. Existem dois métodos principais: a troca simples (onde só se drena o reservatório) e a troca por fluxo (onde uma máquina renova todo o fluido do sistema). O profissional saberá qual é o indicado para o seu modelo e também qual o tipo específico de fluido a ser usado (ATF Dexron, Mercon, etc.), pois usar o produto errado pode danificar o câmbio. Fique atento a sinais como marchas entrando com solavanco, ruídos estranhos ou demora para engatar a ré ou o drive.